Cabeceira: como ampliar o quarto utilizando essa peça

Olá leitor, que bom ter você por aqui!

No post de hoje trago nosso trabalho que foi publicado na CASACLAUDIA sobre como deixar o quarto maior com uma peça chave… A CABECEIRA!

Além de deixar o ambiente com outra cara, ela ainda pode ampliar visualmente o ambiente. A cabeceira é um dos itens principais para um bom visual no quarto.

 

Na decoração desta suíte, mesclamos diversas texturas: madeira, preto, tecido, pintura… mas é importante saber escolher esses materiais, que sejam fáceis de harmonizar com o restante dos móveis e peças que compõe a decoração do quarto, trazendo mais charme e sofisticação para o ambiente.

Uma opção interessante é o criado mudo com rodizíos junto a cabeceira, normalmente projetado para espaços pequenos, fazendo com que se ganhe mais funcionalidade para o ambiente.

Veja mais na matéria da CASACLAUDIA!

Cabeceira: como fazer o quarto parecer maior usando essa peça

Exposições Instituto Tomie Othake

Esta semana fui conferir as exposições em cartaz no Instituto Tomie Othake em Pinheiros/SP.

A exposição “Morphosis: forma combinatória de Thom Mayne” traz para São Paulo uma ampla perspectiva dos trabalhos realizados pelo escritorio de arquitetura Morphosys comandado pelo arquiteto Thom Mayne, premiado com o Pritzker Prize em 2005.

Exposição 04 de setembro a 04 de novembro de 2012
Horário: Terça a Domingo das 11h as 20h.
Entrada Gratuita

“Dentre a constelação maior da arquitetura contemporanea., Thom Mayne e seu eminente talentoso estúdio Morphosis destacam-se como os mais sérios e criativos. Eles concebem edifícios jamais vistos, mas não apenas buscando a diferenciação: a arquitetura que desenvolvem cumpre os requisitos essenciais de conforto, controle climático e inovação técnica, enquanto muitos de seus edificios contêm manobras que intrigam os especialistas em arquitetura.” Peter Cook

Phare Tower, Paris 2011-2015

A outra exposição “Asger Jorn” vou comentar no próximo post.

DIY: “Ladrinho hidráulico”

Olha só que idéia mais pratica para atualizar a cara do banheiro sem quebra-quebra e sem mto $$. E ai que tal aproveitar o fim de semana?

A carioca Thalita Carvalho, autora do blog Casa de Colorir, queria colocar ladrilhos hidráulicos em seu banheiro. Para evitar o quebra-quebra, ela teve uma ideia muito mais simples, mas com resultados surpreendentes.

Por Vanessa Lima
Divulgação

Quem mora em uma casa ou apê de aluguel sabe: nem sempre dá para realizar todas as reformas que você gostaria. No entanto, como já dissemos aqui em Casa e Jardim, isso não é empecilho para deixar o cantinho com a sua cara. Que o diga a criativa blogueira Thalita Carvalho, autora do blog Casa de Colorir.

Um dos sonhos da publicitária de 27 anos era revestir a parede do banheiro comladrilhos hidráulicos. Só que o trabalho e os gastos que seriam dispensados para comprar as peças, quebrar as paredes e trocar tudo não compensariam. Ela, então, encontrou outra solução. Inspirada pelo blog Decoeuração, de Vivianne Pontes, Thalita decidiu escolher as estampas na internet, juntar tudo em um arquivo e encomendar em uma gráfica a impressão das figuras em adesivo vinílico. Em seguida, ela conta mais detalhes em um bate-papo exclusivo com o site de Casa e Jardim. Mais abaixo, um vídeo mostra como foi todo o processo. Confira!

Divulgação

O antes e depois do banheiro

Casa e Jardim Online – Como surgiu essa ideia de fazer os adesivos? Você queria azulejos de verdade, a princípio?
Thalita Carvalho – 
As inspirações chegam de diferentes fontes: de amigos, de outros blogs, de filmes e fotos. Com os azulejos não foi diferente. Sempre namorei aqueles ladrilhos hidráulicos lindos e coloridos, mas como moro em um apê alugado, ter um banheiro com eles era um sonho distante. Até que um dia, vi uma parede parecida na casa da Vivianne Pontes, tambem blogueira [do Decoeuração]. Nao resisti e resolvi fazer o projeto lá em casa, mas com figuras escolhidas a dedo por mim mesma, pois essa é a graça do projeto: selecionar as imagens que têm algum significado para você.

CJ – Qual foi a maior dificuldade do projeto? É complicado colar os adesivos?
TC – 
A maior dificuldade é conseguir fechar o arquivo com as figuras para imprimir. Eu usei 49 imagens diferentes, pesquisadas na internet, que estavam cada uma de um tamanho. É complicado colocar todas as figuras lado a lado, do mesmo tamanho e alinhadas, para facilitar a impressão e o corte depois. Passei uns três dias fazendo isso, aos poucos. Se o adesivo for impresso numa folha só, como eu fiz, e estiver com as imagens alinhadas, é só passar o estilete e pronto. Colar os adesivos na parede é igual a colar figurinha num álbum: tem que mirar nas linhas da borda e tomar cuidado pra não dar bolha. Todo mundo já fez isso na vida, né?

CJ – Que dicas você dá para quem quiser copiar sua ideia em casa? Quais cuidados a pessoa deve tomar?
TC –
 Imprimir em adesivo vinil é importante para que a umidade do banheiro não desgaste o papel. Quando for retirar o adesivo para colar no azulejo, tome cuidado para não dobrar muito a pontinha e fazer uma espécie de orelha, sabe? Se ficar muito marcado, quando você for colar o adesivo na parede essa pontinha vai ficar descolando. É importante também que a parede esteja bem limpa e sem gordura para que a aderência do adesivo seja perfeita.

Assistam o video:  http://vimeo.com/20282769

Gehry projeta para o Facebook

O homem por trás do Facebook, Mark Zuckerberg, contratou o multipremiado arquitetoFrank Gehry – responsável pelo revolucionário edifício do Museu Guggenheim de Bilbao e Pritzker em 1989 – para desenvolver o projeto de expansão da sede de sua empresa em Palo Alto, na Califórnia. Zuckerberg encomendou um conjunto que ocupará um terreno de 90 mil m², na área conhecida como Menlo Park, onde está o quartel-general da gigante das redes sociais.

Com início previsto para janeiro de 2013, a obra inclui uma série de galpões com capacidade para abrigar 6 mil novos funcionários, boa parte deles engenheiros, além de cafeterias e restaurantes. A área total construída excederá os 40 mil m², prevendo pouca ou nenhuma divisão interna entre os setores, junto de grandes aberturas laterais, a fim de garantir que todos os funcionários possam observar os bosques do local.

A natureza, aliás, define o conceito desenvolvido por Frank Gehry para as novas construções. Todas elas terão tetos verdes com área de plantio profunda o suficiente para que sejam cultivadas árvores nativas. As coberturas serão acessíveis para todos os funcionários do Facebook e funcionarão como uma extensão das florestas que marcam o campus. Ciclovias e caminhos de pedestres complementam o projeto e, de acordo com o arquiteto, definem sua identidade.

(Foto: © Frank Gehry / Gehry Partners)

 

(Foto: © Frank Gehry / Gehry Partners)

 

(Foto: © Frank Gehry / Gehry Partners)

 

(Foto: © Frank Gehry / Gehry Partners)

 

(Foto: © Frank Gehry / Gehry Partners)

Fonte: Casa Vogue

Projeto DREAM:IN

Um projeto super interessante que visa identificar novas oportunidades de negócios e políticas públicas baseados em sonhos de cidadãos. Vale a pena divulgar e apoiar!!!

Para mais informações, acesse: http://www.dreamin.com.br/

REVESTIR 2012

Semana passada aconteceu aqui em Sao Paulo a Expo Revestir – Feira Internacional de Revestimentos – uma fonte cheia de novidades para soluçoes em acabamentos para projetos de decoraçao e arquitetura.

Vou aproveitar para compartilhar alguns dos itens que se destacaram na minha opinião.

Na minha visao geral do evento os pontos fortes foram:

1- Sustentabilidade: materiais de reuso, novos produtos fabricados a partir da reciclagem e aproveitamento de sobras;

Exemplo: Painéis produzidos a partir da reciclagem de garrafas PETs e pó de pedras naturais.

Revestimento da Studio Marmo feito da reciclagem de PETs e restos de pedra
Revestimento da Castelatto feito da reciclagem de PETs e restos de pedra

E também a Vidrepur, fabricante da linha Vitreo, pastilhas de material 99% reciclado e que é vendida em diversos representantes nacionais

2- Tecnologia: materiais que copiam e parecem, mas não são;

Exemplo: Pisos vinilicos que parecem madeira, cerâmicas que imitam pedra, pastilhas cerâmicas que parecem fibra de coco entre outros;

Villagres - fachadas ventiladas

Revestimentos cerâmicos em alto relevo da Incefra Design

Pastilha Carrara - tecnologia Full HD da ViaRosa

Interfloor (PVC 100% reciclável) inova nas linhas com fixação por ventosas na parte posterior, que dispensam a cola.No setor residencial, apresenta a linha InterComfort, com adesivo à base de água.

Interfloor

Cerâmicas Aparici, coleção Acoustic

Da espanhola Cerâmicas Aparici, coleção Acoustic que, inspirada em ondas, formas, relevos, promete bom desempenho acústico.

3- Versatilidade: materiais que podem ser utilizados no piso, nas paredes, nas fachadas e até para compor peças como mesas e bancadas;

Exemplo: Porcelanatos extra finos – fachadas ventiladas, Revestimento vinílicos que imitam bambu e madeira para revestir pisos e/ou paredes;

The SIze, laminas porcelanicas da Alicante

Estas lâminas porcelânicas da The Size, Alicante, vêm em 16 cores. Produzida com matéria prima 100% natural, a lâmina porcelânica se diferencia do porcelanato e dos revestimentos cerâmicos convencionais por sua pouca espessura (3 mm e 5 mm) e comercialização em chapas de 3700 mm por 1270 mm.

Caesarstone lança uma linha de revestimentos de quartzo texturizadas e estampadas, criando inúmeras possibilidades de aplicações.

ACE apresentou o WallDress, um revestimento vinílico para parede (1a foto) e o piso vinílico ImpressionFloor (2a foto do site da empresa) que imita jatobá, bambu e mais 9 madeiras. Dispensa cera e impermeabilização e pode ser usado em áreas de tráfego intenso. (via Simples Decoracao)

4- Cores e Texturas: chega de monotomia nos ambientes as opções sao inúmeras, os lançamentos apresentam muitas estampas, cores, texturas e o melhor customização, portanto dê asas a imaginação;

Ladrilho Patchwork da Ceusa.

Da Solarium, nova coleção de revestimentos cimentícios com design assinado pela brasileira Renata Rubim.

 

Manifesto: Ciclo da vida

Mais um post em PRO das bicicletas!!!

Quem sabe nos unindo conseguimos mais investimentos do governo para melhorar a locomoção nas nossas cidades de forma sustentavel para o meio ambiente.

vía Revista Época

“Motivação. A palavra vem do latim, motio, e quer dizer movimento. Mas não qualquer tipo de movimento. A ideia é fazer um esforço, e alcançar suas metas. Elas podem ser ambiciosas, como uma grande promoção no trabalho ou uma média ponderada de gênio na faculdade. Mas a motivação também se aplica às pequenas coisas do cotidiano, aquelas que te impulsionam pra sair da cama. Quer ter a prova disso? Basta sentir-se desmotivado, sem tesão por algo ou alguém.
A minha motivação entrou em recesso de fim de ano, e voltou estranhamente na forma de movimento – em duas rodas. Parece coisa de criança, mas ganhei uma bicicleta de Natal. Não tinha uma desde a minha adolescência fora da cidade grande. Com a bicicleta vermelha, decidi tentar uma coisa nova e andar no trânsito de São Paulo. Escolhi um bom local, plano e arborizado, um bom dia, tranqüilo e com poucos carros, e uma boa companhia, meu melhor amigo com sua mountain bike e seus cachos saindo pra fora do capacete.
Durante o nosso passeio, com direito a chuva, lama e paradas estratégicas para brincar com cachorros, percebi duas coisas. 1) Na bicicleta, o contato com a cidade ganha outra cara. Passo todo dia de carro pelo local onde pedalei, mas senti pela primeira vez muitos cheiros, sons e até a topografia da região. 2) É possível encontrar novas motivações, mesmo que elas a princípio não pareçam tão interessantes. Voltei do passeio cansada, mas motivada. Achei uma coisa que me deu felicidade e proporcionará novos desafios (além de pernas mais torneadas).
Por coincidência, hoje um amigo me mostrou um vídeo que fala exatamente sobre isso. Ele é um manifesto da empresa Holstee, e surgiu quando os seus fundadores deixaram os antigos empregos com a ideia de tocar um novo projeto. Antes de escrever um plano de negócios, eles escreveram um plano de motivação, que aparece nesse cartaz. Depois de seu sucesso, no ano passado o pessoal da Holstee resolveu fazer um vídeo que captasse a ideia de movimento que está na raiz da motivação. E decidiram usar algo que amam, as bicicletas. O resultado está abaixo.”

Lifecycle

Bikes e as cidades

Continuando na linha do post anterior, aqui temos uma reportagem sobre viagens com a magrela. Eu adoro a ideia de me locomover de bicicleta para cima e para baixo, vc aprecia a cidade, evita o transito e ainda queima calorias!!!

Bikes & the cities

Elas são planas, lindas e bike friendly. Roteiros para você curtir um dia perfeito em Amsterdã, Barcelona, Berlim e Paris sobre duas rodas

Adriana Setti
Viagem & Turismo – 11/2011
 


10 MANDAMENTOS DO CICLISTA EUROPEU
1. Respeite os sinais de trânsito: sentido da rua, semáforos, placas, faixas de pedestres
2. Informe-se sobre a política de pedalar na calçada de cada cidade. Em algumas é permitido. Em outras, proibidíssimo
3. Sinalize com os braços quando for mudar de direção
4. O capacete não é obrigatório, mas é sempre uma boa ideia
5. “Estude” a sua bike antes de montar: alguns modelos europeus têm um sistema de freios que funciona acionando o pedal para trás, o que pode provocar grandes tombos em desavisados
6. Observe o comportamento dos ciclistas locais e não faça nada que eles não fariam
7. Na falta de uma ciclovia, use a pista da direita ocupando o lugar de um carro (jamais vá pelo cantinho)
8. Use roupas reflexivas ao pedalar à noite
9. Cuidado com os pedestres, uma vez que muitos turistas não prestam atenção às ciclovias. Buzine para sinalizar sua presença
10.
 Se beber, não pedale 

PARIS
circuito roda exclusivamente por ciclovias, passando pelos grandes hits de Paris, do Quartier Latin à Torre Eiffel, sem perder nenhum “detalhe” pelo caminho (o Louvre e a Notre Dame, por exemplo).

Roteiro sugerido: 18,2 km
Tempo médio de pedal: 4 horas
Onde alugar sua bike: a melhor pedida é usar uma das 20 mil magrelas do sistema Vélib. Os tíquetes de um dia (1,70 euros) podem ser comprados com cartão de crédito direto nas 1 800 estações espalhadas pela grande Paris ou pelo site do serviço, com antecedência.
Regras do jogo: jamais ande pela calçada! Em alguns casos (indicados com uma placa bem óbvia), na falta da ciclovia os ciclistas podem usar a faixa especial de ônibus. Cansou? Engate a sua bicicleta em qualquer estação da Vélib (há uma a cada 300 metros) e pegue outra quando decidir seguir adiante.
Sacada: perfeito para qualquer hora, esse roteiro fica ainda mais especial à noite, quando é possível ver a Torre Eiffel e outros monumentos iluminados. De quebra, você escapa do trânsito intenso e pode visitar os dois principais museus de Paris, o Louvre e o DOrsay, em horário alternativo e bem mais tranquilo – eles ficam abertos até as 21h45 algumas noites por semana (confira no roteiro ao lado).

BARCELONA 
A capital da Catalunha tem 201 quilômetros de ciclovias e é uma das cidades mais amigáveis da Europa para ciclistas. No roteiro, você passará por vários prédios de Gaudí, mirantes, praças, praias.

Roteiro sugerido: 15,7 km

Tempo médio de pedal: 3h30
Onde alugar: a Barcelona Rent a Bike tem modelos dobráveis desde 15 por dia.
Regras do jogo: pedalar pela calçada só é permitido quando ela tiver no mínimo 3 metros de largura. Roubos de bike são comuns: evite estacioná-la na rua, use cadeados resistentes e prefira aluguéis com seguro.
Sacada: o roteiro sugerido evita as ruas estreitas da Ciutat Vella e também as ramblas, onde a quantidade de gente (e de turistas) torna pedalar uma missão para artistas de circo.

AMSTERDà
Você se sentirá uma gota d’água em um rio de bicicletas que flui paralelo aos canais. O roteiro abaixofaz um apanhado das atrações principais (Museu Van Gogh, Vondelpark), sem passar pelas ruas mais estreitas e lotadas.

Roteiro sugerido: 8,7 km
Tempo médio de pedal: 2 horas
Onde alugar: Rent a Bike e Yellow Bike,bem no centro da cidade. Tarifas desde 9,40 euros por um dia.
Regras do jogo: juntar-se à turma de 550 mil ciclistas requer boa dose de habilidade e atenção. Cuidado com as scooters, que podem andar pelas ciclovias (obviamente com maior velocidade).
Sacada: o roteiro sugerido evita o miolinho do centro da cidade, uma vez que não há ciclovias nas ruas estreitas. A menos que você seja habilidoso e paciente para desviar de milhares de pessoas, pense duas vezes antes de se embrenhar pelo Red Light District.

BERLIM 
A pedalada sugerida aqui passa por pontos-chave da cidade, como o Portão de Brandemburgo e o Jewish Museum, e alguns lugares que demandariam belas caminhadas de uma estação de metrô, como o famoso monumento Siegessäule, no Tiergarten.

Distância: 14,5 km
Tempo médio de pedal: 3h30
Onde alugar: muitos hotéis e albergues alugam ou até emprestam bicicletas. Também há várias locadoras espalhadas pela cidade – algumas delas organizam tours guiados. Uma boa pedida é a Fat Tire, com escritórios no Mitte e na estação de Zoologischer Garten. O preço médio é de 10 euros por dia.
Regras do jogo: tome cuidado ao cruzar os trilhos do tram para que a roda não fique enganchada no vão – esse é um dos motivos clássicos de tombos na cidade. Cansou? Você pode colocar a bike no metrô em um vagão específico (sinalizado), comprando um bilhete especial para ciclistas (50% mais caro que um simples).
Sacada: em Berlim, como os berlinenses – proteja o banco da bike com um saco plástico (pode ser de supermercado) ao estacionar. Se chover (e como chove!), você não ficará com o traseiro molhado. Em dias de sol, chegue cedo à locadora para garantir a sua, porque pedalar está na moda entre os turistas.

 FONTE: Planeta Sustentavel

 

Vamos de Bike?

Cidade ciclável: a bicicleta como meio de transporte

Seminário na Bienal de Arquitetura de São Paulo apresenta experiências diversas de mobilidade urbana sobre duas rodas

     Enquanto governos hesitam, a sociedade se move e inventa soluções para a mobilidade urbana. Quinta-feira passada (1/12), a 9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo reuniu experiências bem diferentes relacionadas ao uso da bicicleta no transporte urbano, durante o Seminário Cidades Cicláveis. Sintonizado com a iniciativa, o Mobilize Brasil também participou do encontro.

O bate-papo foi aberto por João Paulo Amaral (JP), coordenador da rede Bike Anjo, que expôs o trabalho realizado por seu grupo para estimular e orientar os novatos que querem pedalar nas cidades brasileiras. João Paulo lembrou que o Bike Anjo começou a atuar em 2010 e rapidamente se espalhou pelo Brasil. “Hoje recebemos contatos de gente de Manaus, do Nordeste, de todo o país, gente que procura um apoio para começar a usar a bicicleta no meio urbano ou quer ser um Bike Anjo”, disse ele ao público presente na Oca do Ibirapuera.

Na porta do pavilhão, um sistema de “bike valet” permitia que o público guardasse suas “magrelas” em segurança. O serviço foi montado pela Ciclomídia, empresa do publicitário Edu Grigoletto, que participou do encontro e apresentou suas propostas de paraciclos urbanos patrocinados. O objetivo da Ciclomírdia, explicou Grigoçetto, é criar uma rede de paraciclos e bicicletários que sejam patrocinados por empresas em troca da exibição de mensagens publicitárias.

Na sequência, Lincoln Paiva falou sobre o Instituto Mobilidade Verde, organização que desenvolve planos para mobilidade urbana sustentável e que lançou ideias como a Bicicloteca, um triciclo que proporciona o acesso de moradores de rua a livros e também à internet. Paiva lembrou que a biblioteca sobre rodas nasceu de seu encontro com Robson Mendonça, que já desenvolvia um trabalho de distribuição de livros a pessoas em situação de rua. Com o apoio de empresas, hoje já existem 12 Biciclotecas em operação na cidade de São Paulo, contou o diretor do Mobilidade Verde

O arquiteto Ricardo (Tche) Corrêa, da TC Urbes, expôs sua experiência em viagens de bicicletas – a mais longa delas foi até o Rio Grande do Sul – e o projeto que desenvolveu de uma bicicleta adequada ao brasileiro médio e às condições das cidades do país, a bike Urbana. Tchê também apresentou um projeto para renovação urbana da avenida Nove de Julho, em São Paulo, que substitui o corredor de automóveis e ônibus por um sistema de Veículos Leves sobre Trilhos associado a uma ciclovia. No centro da via, o arquiteto propôs a reabertura do rio Anhangabaú – hoje canalizado – para funcionar como um canal de barcas de transporte de passageiros, uma solução que sinaliza o resgate dos milhares de riachos de São Paulo para a vida urbana.

 


Bicicletário de Mauá

 

Uma experiência que chamou muito a atenção do público foi a relatada por Adilson Alcântara, da Associação dos Condutores de Bicicletas de Mauá e Região. Ele mostrou a trajetória do bicicletário organizado ao lado da estação de trens da CPTM, hoje considerado o maior do gênero nas Américas. Diariamente, cerca de 10 mil bicicletas são guardadas na instalação, usada principalmente por trabalhadores de baixa renda. A AscoBike é mantida pelos próprios usuários, que pagam R$ 15 por mês. Criada inicialmente por iniciativa de Alcântara, a associação cresceu, implantou uma oficina mecânica e serviço de café para os trabalhadores e recebeu posteriormente o apoio da CPTM, que modernizou e ampliou as instalações.

Outra iniciativa inovadora é a empresa Carbon Zero Courier, fundada por Rafael Mambretti. Trata-se de um serviço de entregas rápidas realizado integralmente por ciclistas e que já funciona há um ano em São Paulo. Ele explicou que mesmo sem contar com veículos motorizados, sua equipe consegue atender a endereços a até 15 km do centro da cidade em poucos minutos. Com o sistema, as empresas contratantes podem reduzir seus custos de courier e também suas emissões de carbono. “No final do ano entregamos um certificado aos clientes mostrando cotas de redução de carbono”, contou Rafael.

O olhar voltado para o resgate e a melhoria do ambiente urbano também faz parte do projeto “Cidade para Pessoas”, desenvolvido por Natália Garcia. Com uma bicicleta dobrável, a jornalista vem pondo em prática o projeto de viajar por 12 cidades do mundo, viver um tempo em cada localidade, e coletar boas ideias de planejamento urbano que possam inspirar o modelo brasileiro. Até o momento ela visitou sete cidades (Copenhague, Amsterdam, Londres, Paris, Estrasburgo, Friburgo e Lyon), das quais trouxe exemplos e diversas propostas e reflexões sobre como inserir a bicicleta nas cidades brasileiras.

O jornalista Marcos de Sousa, consultor editorial do Mobilize Brasil, apresentou a proposta do Mobilize e mostrou algumas soluções desenvolvidas em várias partes do mundo para facilitar a integração da bicicleta com outros modos de transporte urbano. Ele citou a falta de apoio de infraestrutura no Brasil, lembrando os problemas enfrentados por quem utiliza a bicicleta no metrô de São Paulo, por exemplo, que é obrigado a vencer vários lances de escadas com o veículo nas costas até chegar à plataforma de embarque dos trens. Marcos também comentou as redes de bicicletas públicas existentes no mundo, a partir da experiência de Copenhague, nos anos 1990, e a recém-implantada rede Bike Rio, na capital fluminense.

O Seminário Cidades Cicláveis teve sequência no dia seguinte, sexta-feira, com uma visita à ciclofaixa do bairro de Moema, na zona sul de São Paulo, e um workshop de projetos de ciclovias. O evento foi organizado pelo projeto Soluções para Cidades da Associação Brasileira de Cimento Portalnd (ABCP).

FONTE: Mobilize (Mobilidade Urbana Sustentavel)